O mês de maio é mundialmente dedicado a celebrar aquelas que dedicam a vida ao cuidado. No entanto, para a Santos & Souza Advocacia, celebrar a maternidade também significa garantir que os direitos da mulher sejam respeitados em todas as esferas — desde o ambiente de trabalho até a segurança financeira dos filhos.
Muitas mulheres ainda enfrentam dúvidas e abusos durante a gestação e após o nascimento do bebê. Neste guia, reunimos os principais pontos jurídicos que toda mãe precisa conhecer para garantir sua proteção e a de seu filho.
1. Proteção no Trabalho: A Estabilidade Gestacional
Um dos direitos mais importantes é a estabilidade provisória. A legislação brasileira proíbe a demissão sem justa causa da empregada gestante desde o momento da confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.
- Mesmo em período de experiência? Sim. O entendimento atual do Tribunal Superior do Trabalho (TST) garante a estabilidade mesmo em contratos de experiência ou por tempo determinado.
- Descoberta após a demissão: Se foi demitida e descobriu que já estava grávida na data do desligamento (ou se a concepção ocorreu durante o aviso prévio), tem o direito de ser reintegrada ou receber uma indenização substitutiva integral.
2. Licença-Maternidade e Consultas Médicas
A licença-maternidade padrão é de 120 dias, sem prejuízo do emprego e do salário. Em empresas que aderem ao programa “Empresa Cidadã”, esse prazo pode ser estendido para 180 dias. Além disso, a lei garante:
- Dispensa para Consultas: A gestante tem direito à dispensa do horário de trabalho pelo tempo necessário para a realização de, no mínimo, seis consultas médicas e exames complementares.
- Mudança de Função: Caso as condições de trabalho prejudiquem a saúde, a gestante pode solicitar mudança de setor, com a garantia de retorno à função anterior após a licença.
3. O Direito à Amamentação e Retorno ao Trabalho
O retorno ao trabalho é um momento delicado. Para auxiliar nesse processo, a CLT garante à mãe o direito a dois descansos especiais de meia hora cada, durante a jornada de trabalho, para amamentar o próprio filho até que este complete seis meses de idade. Muitas empresas permitem que a mãe junte esses dois períodos para sair uma hora mais cedo ou entrar uma hora mais tarde.
4. Direitos de Família: Alimentos Gravídicos e Pensão
A proteção jurídica começa antes mesmo do nascimento. Os Alimentos Gravídicos servem para auxiliar a gestante nas despesas do período, como assistência médica, partos, alimentação especial e medicamentos.
- Conversão em Pensão: Após o nascimento com vida, os alimentos gravídicos são convertidos automaticamente em pensão alimentícia em favor da criança.
- O Valor da Pensão: Lembre-se que o valor não é fixo em 30%. Ele deve ser calculado com base na necessidade da criança e na possibilidade financeira de quem paga, garantindo sempre a proporcionalidade.
5. Violência Obstétrica: O Direito a um Parto Digno
O respeito à mãe também passa pelo momento do parto. A violência obstétrica (seja ela física, verbal ou por procedimentos não autorizados) gera o direito à reparação por danos morais. Toda mulher tem direito a um acompanhante de sua livre escolha durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.
A maternidade deve ser um período de cuidado, não de insegurança jurídica. Se sente que os seus direitos como mãe ou gestante estão a ser desrespeitados, ou se precisa de auxílio para garantir a pensão do seu filho, não hesite em procurar ajuda. A equipa da Santos & Souza Advocacia está pronta para oferecer o suporte necessário com empatia e técnica.
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